quarta-feira, 3 de junho de 2009

Interesse Público x Interesse do Público

A intimidade das celebridades. A rotina, os relacionamentos, as separações, as brigas, dentre outros assuntos de importância questionável, muitas vezes tornam-se pauta de renomados veículos jornalísticos.

O futuro casamento dos jovens Alexandre Pato e Stefanye Brito mereceu 5’37” no Fantástico (Rede Globo) do último dia 31. Seria esta uma notícia de interesse público ou de um público específico, que acompanha a vida das celebridades?


Entende-se por interesse público toda informação de relevância social que possa alterar, transformar, acrescentar algo à vida das pessoas e à sociedade de um modo geral.
Abordadas sobre um mesmo enfoque, notícias sobre celebridades encontram-se em diferentes mídias – especializadas ou não – e, com frequência, se limitam a explorar a intimidade de pessoas famosas (a enésima briga do casal x, a plástica da fulana, os preparativos do casamento de beltrana, a primeira apresentação de ballet da filha do sicrano...), ignorando os princípios básicos da atividade jornalística.



A discussão aqui proposta é:

Essas notícias merecem espaço em veículos tidos como jornalísticos? De que forma poderiam ser veiculadas a fim de estabelecer relações coerentes com aspectos da sociedade? Mídias como Contigo, Caras, TV Fama, podem ser enquadradas na categoria de jornalismo ou são veículos meramente voltados para o entretenimento? É possível um equilíbrio entre o entretenimento e a informação? Como?





INTERESSE DO PÚBLICO TRANFORMADO EM INTERESSE PÚBLICO ?



"Sociedade Escândalo, pó e morte

A história é tão antiga quanto a humanidade, mas todo mundo continua a acompanhar com emoção a trama de poder, fama, traição e vício que uniu Susana Vieira e Marcelo Silva, depois os separou e por fim o levou à overdose fatal em companhia da nova e bela namorada. Dava um livro, um filme – e, claro, uma novela

LEIA A MATÉRIA DA REVISTA VEJA NA ÍNTEGRA "


INTERESSE DO PÚBLICO E SOMENTE DO PÚBLICO



Susana Vieira deixa uma delicatessen na tarde de sábado (13), dois dias após a morte, em circunstâncias trágicas, do ex-marido, Marcelo Silva

"O drama de Susana Vieira


Superando a tristeza

A atriz busca na família, nos amigos e nas atividades do cotidiano forças para superar o drama que atingiu sua vida: a morte do ex-marido, Marcelo Silva, após 33 dias de separação"

LEIA A MATÉRIA DA CONTIGO NA ÍNTEGRA

17 comentários:

Leticia Born disse...

Revistas que têm como assunto principal a vida das celebridas, como as citadas no post, Contigo, Caras..etc, na minha opinião, podem ser consideradas jornalísticas, sim.
Claro que ser jornalista não consiste somente em entrevistar, apurar, editar, mas essas tarefas são feitas nessa revista como em qualquer outro veículo de comunicação. Pode ser considerado um trabalho mais "fácil" do que outros assuntos, como cobrir a política, etc. Mas sim, é jornalismo. O que está errado é colocar na primeira página da revista semanal mais lida do país a foto da Suzana Vieira e mostrar seu "sofrimento". Isso sim é sensacionalismo. Revistas de celebridades estão lá para falar de famosos mesmo, e existe um público fiel que se interessa nisso. Mas a revista que teoricamente, tem o dever de cobrir os assuntos mais pertinentes que aconteceram durante a semana, a Veja, e ela julgar o caso da Suzana Vieira como potencial de capa, é um absurdo e uma inversão de valores total. Claro que todos querem saber o que aconteceu, mas definitivamente aconteceram coisas mais importantes do que o caso da Viera.

Cataldi disse...

Fato que essas coisas não são de interesse público. No entando, isso é sem dúvida interesse DO público.

Renata Cambillardi disse...

Mas isso acontece porque a cultura do nosso povo não é nada letrada!
Dessa forma, as pessoas focam em coisas não importantes e se esquecem dos verdadeiros problemas do nosso país!

Cataldi disse...

Eu acho que você está errada Renata! Não é porque o nosso povo lê revistas de fofocas para entretenimento que devemos culpa-los pelo caos no nosso país. Isso é fruto da cegueira de toda uma população!

Milena Nepomuceno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Milena Nepomuceno disse...

Eu não concordo que as pessoas leiam esse tipo de revista porque não tem cultura. Julgar uma pessoa sem cultura por ler essas revistas é totalmente errado. O fato é que as pessoas realmente estão interessadas em comprar esse tipo de leitura, e creio que elas sabem que dali não vão encontrar noticia de fato, ou que vá lhes informar. Mas sim, saciar um desejo do ser humano em saber do outro.
O que acho errado, assim como a Lê falou é revistas que dizem vender informação, mas colocam o drama de uma atriz na capa. Isso acho um desrepeito com o público. Tratar o sofrimento da atriz como matéria realmente importante ou mesmo de capa é algo totalmente desnecessário.
Agora, a julgar as revistas de famosos, mescla com um post feito no meu blog sobre paparazzo. Vale a pena conferir:

http://www.violenciamascarada.blogspot.com/

Mariana Gasparetti disse...

Revista desse segmento atendem um público que quer , obviamente, ler tal modelo de notícias. Não acho errado a existência desses veículos, uma vez que se é possível ir em uma banca e encontrar outras que cobrem assuntos realmente sérios, para mim cabe ao leitor escolher.
O triste é saber que um dos maiores programas da televisão brasileira permitiu que informações sobre casamento de uma atriz e de um jogador de futebol fosse transmitido em rede nacional, durante tanto tempo, enquanto acontecimentos de interesse público mal recebem visibilidade e muitas vezes são difundidos de maneira superficial.
Parabéns meninas pelo blog!

Michele Roza disse...

Bom, a fofoca faz parte da comunicação entre seres humanos há tempos, é herança da tradição oral, do contar histórias para seu vizinho, do telefone sem fio, quem conta um conto aumenta um ponto... não dá para filosofar 100%, 24 horas por dia... é falar da vida alheia, distrai, exteoriza, projeta sonhos e frutações etc.
E se a Globo deu mais de 5 min para o Pato e a sua namorada foi só pela audiência para ganhar da Fazenda (reality show da Record). E quem é a audiência??? O povo, aquele que há tempos conta histórias e fofoca sobre a vida alheia....
Mostra isso para o Capuano, hein, olha o orgulho!!!

Rahal disse...

ÉÉ, a vida alheia sempre foi de interesse público! claro que tem várias coisas que as pessoas fazem para virar notícia! mas quando é exagerado e invade, de forma violenta, a vida íntima da pessoa, Não respeita os momentos, ai eu não concordo com a atitude da mídia! mas o sentimento não vale, e sim o dinheiro das vendas que manda!

Helena disse...

A notícia sensacionalista envolvendo principalmente pessoas do mundo artístico, chamam mais atenção do público, principalmente aqueles que preferem acreditar na fofoca do que na realidade dos fatos. Penso que este tipo de jornalismo deveria estar restrito somente nas revistas e jornais que tratam destes assuntos e não nos veículos informativos, ditos sérios, pois poderão se taxados mais tarde como veículos pouco verdadeiros.

Renata Razera disse...

Existe uma grande diferença entre público e interesse do público, sabemos disso primcipalmente pq focamos nossos estudos sobre as teorias que fundamentam e nos explicam o pq do público se preocupar tanto com assuntos alheios. As pessoas tendem a se preocupar com a vida das celebridades pq eles de forma indireta fazem parte de nossa vida...aparecem tds os dias na tv, internet, jornais e revistas, assim sentimos como se fossem importantes para nós. Como isso gera grande audiência, os meios de comunicação oferecem grandes espaços para fofocas e notícias do gênero.Lembrando sempre, que uma sociedade que se caracteriza por essa tendência tem sérios problemas de reconhecimento do q é realmnete importante pra própria vida no sentido político e social.

Unknown disse...

Achei interessante este blog onde relaciona o interesse público e o interesse de um público específico. Se eu quero saber de fofocas, vida de artista com artista, casamentos e/ou separações de celebridades vou numa banca de jornal compro as revistas e fico me deliciando com estes assuntos. Agora uma emissora de TV em horário nobre mostrar o futuro casamento de jogador de futebol é realmente falta de assunto é Cansástico

Ângela disse...

Comentários feitos do mundo das celebridades sempre geram polêmicas, por inventarem situações ou falas destes, ou por publicarem notícias sem averiguação da verdade. Ao mesmo tempo que ester veículos são criticados, eles são os que mais vendem pois aguçam a curiosidade das pessoas. Já o jornalismo mais sério, quando publicam notícias envolvendo artístas, são lidos por um público mais seletivo e que acreditam que ali foi escrito uma notícia verdadeira, mesmo que a chamada da capa seja para chamar a atenção e a curiosidade.

Gabriela Rangel disse...

Eu acredito que esse tipo de notícia quando vinculadas em meios como Caras e contigo não seja um problema. Pois eles são assumidamentes destinados ao que é interesse do público.

O grande problema está quando revistas como Veja trazem como matéria principal a morte do marido da Suzana Vieira.

A Veja é questionável por todos, mas quanto a certas coisas não há dúvidas: não é revista de celebridade e tem uma grande importância ( é a mais lida do país ). Esse assunto com certeza derrubou uma pauta que seria mais relevante para o interesse público.

Daniel Cot disse...

Acredito que haja uma diferenca:

Primeiro, fazer este tipo de jornalismo, eh sim valido,afinal, as pessoas leem e pode ateh servir como uma forma de interesse publico, exemlo... se nao usar camisinha, engravida mesmo, as celebridades por meio dessas revistas podem servir de exemplo.

Segundo, uma coisa eh publicar o que elas fazem, apurando e vendo o que eh verdade, o problema eh qdo essas revistas se metem a fazer boatos e a publicar informacoes de fontes que querem plantar alguma discordia ou algo assim

terceiro, tem que se levar em consideracao um pouquinho a vida particular dessas pessoas, apesar de serem publicas e "deverem" satisfacao a seus fas

minicritico disse...

"Isso é porque a cultura do nosso povo não é nada letrada"... Seja lá o que isso quiser dizer, eu discordo. A missão básica de todo veículo de mídia é vender e se sustentar, mesmo que gerando interesse por factóides e frivolidades; ou informar e ser parte integrante da tal formação cultural do povo? A mídia e seus veículos não podem se eximir de culpa nisso jamais. E nunca é demais lembrar que o Brasil, que teve sua educação sucateada na década de 60 - coincidentemente na época do boom das telecomunicações do país - é, do mundo, um dos países mais ricos, fartos e diversificados culturalmente falando.

Unknown disse...

É claro que existem os dois lados citados, por todos aqui, neste tipo de jornalismo.
O jornalismo informa e a informação é abrangente. Cabe a cada um de nós escolher o tipo de notícia que interessa e isso é pessoal. Eu, por exemplo, não curto este tipo de "notícia", pois acho que alimenta o desnecessário, alimenta a curiosidade na vida e na desgraça alheia. Perece que passamos, com este tipo de notícia, a fazer parte da vida de uma pessoa que julgamos fazer parte de nossa família! Pura ilusão criada por este tipo de jornalismo. Acontece que isso também tira o foco do dia-a dia, fazendo com que muitas pessoas possam esquecer dos problemas passando a se projetar para a vida do outro, no caso, as celebridades!
A falta de vontade de se informar sobre a realidade, vem da vontade de amenizar a carga diária dos fardos existentes.
Não querendo ser prolixa e já concluindo meu ponto de vista, acredito que este tb é um tipo de jornalismo, não o que gosto, mas mesmo assim entendo e respeito.

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