Ultimamente o jornalismo foi tomado por um grande conflito ente a lógica do lucro (informação como mercadoria) e a lógica da informação (democratização da informação/ bem público).
A grande questão no jornalismo hoje seria esta: Entretenimento X Informação

Jornalismo esportivo?
O esporte é e sempre será uma forma de entretenimento em nossa sociedade, uma maneira de relaxar e extravasar todos os tipos de sentimentos, alegria, tristeza, harmonia, coletividade e até violência e raiva.
O Jornalismo pelo ao contrário sempre foi tido como uma ferramenta de investigação, relato da realidade, denúncia, experiência, auxílio, enfim, um instrumento social de credibilidade.
Faria sentido à união destas duas linhas aparentemente tão distintas?
Jornalismo é toda e qualquer informação que sendo de relevância para a sociedade comunique sobre determinado assunto, seja ele esporte, moda, política ou economia.

Porém será que quando se repete demais um lance, uma jogada de um jogo de futebol, quando se sufoca demais um atleta ao ponto de impedi-lo de comemorar um título alcançado depois de muito esforço, como foi o caso com o jogador Ronaldo do Corinthians que não pode comemorar o título de campeão paulista devido ao assedio da imprensa, esta se fazendo jornalismo ou apenas tentando obter audiência?
Para a lógica da produção industrial da notícia quanto mais a informação circular mais valorizada ela estará, contudo o excesso no uso desta informação a partir de um dado momento deixa seu valor social, do direito a informação e passa a se basear pela lógica do lucro. Ao se exceder e repetir demais dada notícia, ela passa a servir mais como um entretenimento e forma de se obter lucro com as audiências, não fornecendo mais nenhum tipo de informação sobre aquele assunto.
O fato é como trabalhar jornalisticamente se baseando muitas vezes pela questão mercadológica?
Matérias mais suaves, claras e dinâmicas, com textos diferenciados devem sim existir no jornalismo como formas de atrair o olhar do leitor buscando sua atenção e interesse, porém a partir do instante que se deixa a essência jornalística de lado que é o de informar e se passa a pensar em outras questões, como simplesmente o lucro, o sentido do fazer jornalístico se perde.
O jornalismo esportivo pode ser assim bem exemplificado. É mais interessante televisionar um jogo do corinthians e do flamengo por serem as maiores torcidas do país visando a audiência(lucro) que isso proporcionará do que passar o de qualquer outro time seja qual for o campeonato em questão.
Muitas vezes percebe-se também nesta editoria lacunas no que se diz respeito a praxis jornalística, pois muitas das funções da profissão são deixadas de lada devido ao show e mercado que cerca o mundo do futebol, como a apuração e investigaçao mais profundas.
Hoje, então, o jornalismo seria entretenimento, prestação de serviço ou o quê?
O valor da notícia mais importante do ponto de vista mercadológico ou de conteúdo?






A maioria dos canais de televisão realizava a cobertura ao vivo do seqüestro do ônibus para os telespectadores. A mídia mostrava passo a passo toda a negociação entre a polícia e Sandro. Havia câmeras por todos os lados em busca do melhor ângulo, repórteres estrategicamente posicionados para obter novas informações ou, simplesmente, transmitir ao público a sensação de atualização. Criou-se assim, uma atmosfera de suspense e expectativa; olhares fixaram-se nas telas aguardando o desfecho da história e por isso a audiência “estourou”.
Não só a televisão, mas também os jornais impressos utilizaram as imagens para atrair a atenção do leitor. O jornal Folha de S. Paulo, por exemplo, estampou em sua capa diversas fotos do ocorrido. Além disso, fotos do sequestro ficaram disponíveis na Internet.
Restam então as perguntas: como você se sentiu diante das imagens mostradas pela televisão? Você ficou melhor informado? Houve excesso? A cobertura do caso assumiu traços de um filme de suspense?